Blog do Bob


A Insuportável Folga do Ser

No Supermercado

Ô bichinha folgada !

Folgada, individualista e lesada por conveniência.

Mulher só não é individualista com a cria. Com o restante do universo ela se relaciona como se ela fosse o centro de tudo, e só ela existisse. Isso é muito mais que evidente não só nas atitudes, como nas reações às circunstâncias da vida.

Uma das melhores coisas do mundo é quando a gente está numa fila monstruosa, a "bunita" vem com aquela cara de louca, e entra na frente de todo mundo, porque ela convenientemente "não viu" que aquele bando de idiotas brincando de trenzinho na verdade estava formando uma fila para atendimento. Não viu porque ela não se importa com os outros, com a organização, com o respeito ao próximo. Porque para ela não existe o próximo. Porque, como se considera o centro do universo, acha que todo mundo é obrigado a desculpá-la pela sua conveniente "distração". "Se colar, colou, não é ? Se não colar eu não posso apanhar porque sou mulher." Em mulher não se bate. Nem com uma flor. Mas que muitas vezes dá vontade de espancar com um cacto, dá.

Mulher concebe como lei divina, até mesmo quando não crê em Deus, que todos os infelizes dos homens têm que ser cavalheiros com elas. Relevar todos os seus abusos. Na verdade têm que ser seus idiotas, marionetes, vítimas. Não posso deixar de dar provas inquestionáveis da insolência e do abuso desse ser de cérebro desorganizado que é mulher.

É procedimento lei da criatura, deixar para pegar o que precisa na sua bolsinha "Triângulo das Bermudas", quando chega no caixa de banco ou de loja, no caixa automático, na roleta de entrada dos lugares, no pedágio, ou em qualquer lugar de acesso ou uso comum. "E os outros ?!". "Ah, os outros ? Tem os outros ?! ah, os outros esperam. Se não quiserem esperar também, que se danem.". É intelectualmente impossível para uma mulher, olhar o mundo além do seu umbigo, a menos que seja para olhar a roupa de outra mulher, não desrespeitar ou atrapalhar a organização das coisas, e pensar em antecipar qualquer necessidade para ser mais rápida em consideração ao próximo.

No supermercado ! Que delícia compartilhar este maravilhoso ambiente de lazer e diversão para monstrinhos, com seres tão privilegiados de tanto bom senso: as mulheres. O seu bom senso e capacidade de discernimento são inacreditáveis! Já começa que ela leva a prole toda junto, para ficar correndo entre as gôndolas, gritando e fazendo escândalo por causa de salgadinhos, doces e outros lixos, e tornando as compras dos outros um inferno. Isso quando esses anjos não derrubam coisas, ou somem, e aí fica aquele maldito no auto-falante chamando os proprietários do bugrezinho com roupa assim ou assado. Como se isso não bastasse, impõem seu individualismo e subversão da ordem, apossando-se dos corredores com seus carrinhos, muitas vezes também ocupados pelo pequeno animal sua cria e emissor de desagradável ruído esgarniçado, deixando-os bem no meio do caminho, para garantir que vai atrapalhar o maior número de pessoas possível, e para variar, marcar a sua presença de mulher.

Alguém pode explicar o que leva uma criatura a concluir que supermercado, shopping center, ou qualquer lugar para ADULTO é lugar para levar criança ? Se ninguém conseguir, aí então vai ter que me explicar porque chamam esse ser de racional. Que não me venham com a desculpa de que é porque não tem com quem deixar. Pode muito bem ir o Trouxa Boca-Aberta e ficar a Louca com os monstros em casa, ou vice-versa. Ou que os deixe numa jaula então. Ou que não vá. Se não quer ter que usar o bom senso e o respeito aos outros, que não procrie então. Tanto melhor. Já tem gente feia abundando além da conta nessa terra de índio.

No caixa, antes do ato da busca de um dos milhares de cartões no Triângulo das Bermudas, ainda tem a novela do "ai esqueci ..., só um minutinho que eu vou buscar.", e do "ai, pensando melhor acho que vou trocar esse aqui...", enquanto os outros atrás, que ela não enxerga, murcham de tanto que bufam de raiva.

Só depois de paga a conta com um dos trinta cartões tentados porque, ou não tinha fundo, ou não lembrava a senha, ou não era cartão de banco, mas sim de cliente Vip das lojas Marabrás, ela se preocupa em colocar as coisas nas sacolas plásticas. Aquelas que a gente trava uma verdadeira batalha para abrí-las, e que as tias velhas enrugam os dedos de tanto que os lambem para tentar abrir o fundo. O fundo da sacola plástica. Aí, muito sonsamente, novamente convenientemente dando uma de louca, ela rapta as sacolas já abertas da pessoa do caixa ao lado, enquanto as outras pessoas continuam esperando e bufando na fila feito um fole.

De volta à Buzina com Motor, é hora de mais uma incursão ao Triângulo das Bermudas para restagar a chave. Detalhe: a criatura não só deixou as lanternas acesas como também não trancou o carro. Quando aperta o botão do controle remoto do alarme aí sim as portas se fecham. Tem um surto psicótico porque se vê obrigada a constatar a sua burrice, estérica soca todos os botões, e o alarme dispara, agora anunciando a sua imbecilidade para o mundo.

Quando está colocando as compras na Buzina de Rodas, se surge algum pretendente à vaga onde está estacionada, aí a pressa que ela já não tinha transforma-se em leseira baiana, quase estado vegetativo. Quando termina a distribuição homeopática das milhares de sacolinhas, como boa civilizada que é, abandona o carrinho de supermercado no meio da vaga desocupada mais próxima, ou atrás de outro carro.

Levar o carrinho de volta à área de guarda-carrinhos ? Nunca. Isso é civilizado demais, educado demais. E ela é mulher, tem desculpa. Pode ser aleijada sem ser.

Até que enfim ancorada dentro da Buzina Motorizada, onde está a chave ? Ficou na fechadura do porta-malas.

E um santo de um homem assistindo a todo aquele expediente e aguardando a liberação da vaga em posição inteligente, ou seja, parado de forma a permitir que a sádica possa sair sem muitas manobras, no sentido esperado, previsto pela sinalização.

Óbvio que ela sai para o lado contrário, fazendo um milhão de manobras, tumultuando todo o trânsito do estacionamento, e seguindo pela contra-mão. Afinal de contas, é mais perto e ela é mulher. Tem que marcar presença.

Só quando chega à cancela de saída do estacionamento empreende nova aventura ao Triângulo das Bermudas "Em Busca do Tiket Perdido", e cadê ? Não cadê o tiket. Cadê o Triângulo das Bemudas ?! Ficou dentro do carrinho de compras.

...

continua

...



Escrito por Bob Costa às 19h26
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A insuportável Folga do Ser

No Supermercado

continuação

...

Nem é preciso dizer tudo o que causa para voltar à vaga onde estava para resgatar o seu pequenino bisaco. Desesperada por conta do gloss caríssimo que está dentro dele. É um gloss especial para maquilagem ao volante para dias de trânsito carregado. Vem acompanhado de um filtro "mular" com ensurdecedor para gritos "... vai se ferrar...", e "... vai se f...der...".

Fica chocada quando além de encontrar o carrinho com o Triângulo das Bermudas dentro, nota que fincado nele também está a monstrinha, herdeira de toda essa sua genealidade, possuída como uma gralha urrante, e roxa feito um figo ! Recuperados os esquecidos, ruma à cancela de saída novamente. Pela contra-mão, óbvio.

De volta agora à cancela, estanca a Buzina de Rodas de novo, puxa o freio-de-mão no plano para não correr o risco de algum gnomo movê-la, e mergulha no Triângulo das Bermudas. Depois de quase cinco minutos de chafurdação, saca o valioso tiket já todo amarrotado, e estica o bracinho janela a fora para embirocá-lo na abertuda da validadora. Não alcança ! Coloca metade do corpo para fora pela janela, suja toda a camisa na parte de baixo dos peitos ao esfregá-los na lataria imunda de só ver água da chuva, e ainda assim não alcança. Parou a Buzina que anda muito distante.

Sem sair da janela de Rapunzebra ela resolve abrir um pouquinho a porta para conseguir aproximar-se mais. Com o peso da quadrúpede, a porta bate com tudo na caixa validadora decorando ainda mais a Buzina Anaruga de Rodas, e o tiket traça um vôo leve e sinuoso para debaixo do veículo. O porteiro do estacionamento que já assistia a tudo desde a primeira aparição daquele ser, já preparado com um cartão administrativo na mão, corre, mete-o na validadora, e libera a cancela lembrando a criatura para ter cuidado com o mata-burros.

Ela agradece, e sai com o freio-de-mão puxado, com a mãozinha estirada para fora da janela sustentando um cigarro todo torto entre os dedos, achando que está fazendo pose de fina.

Além de tudo, equivocada !



Escrito por Bob Costa às 19h23
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Mensagem sem Título

Pode ser só o espaço em branco.
O espaço vazio.
O nada.
O texto sem frases, ou de frases sem palavras.
O silêncio da escrita.
A escrita que é a voz do pensamento e do sentimento,
o eternizar ou tentativa de eternizar o dizer, sem pronunciar palavra.
Pode ser o não dizer nada a alguém,
a ninguém,
ou a todo mundo,
para não ouvir, ao ler, a voz inevitável e implacável do nosso eu,
impingindo-nos o já sabido.
Pode ser o querer dizer algo que não se sabe o que é,
ou como é.
Pode ser o querer dizer algo que não se sabe como.
Pode ser o dizer com o não dizer.
Pode ser as vontades de falar e não ter que falar.
Pode ser a tentativa de não ver o que gostaria de jamais ter visto.
Pode ser o cansaço do ter que,
a vontade de todos os silêncios,
o silêncio das vontades reprimidas,
o vazio melhor que o repleto,
a inexistência do passado.
Só o começo.

Roberto Costa
17 de novembro de 2006

 



Escrito por Bob Costa às 17h17
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Doença de Pobre e Doença de Rico

Vejam como são as coisas !
O rico quando tem alguma alteração de saúde, a doença ganha um nome bonito. No pobre, coitado, a mesma disfunção leva um nome ... um nome ... um nome feio como a pobreza!



O rico quando tem ataque de frescura tem síndrome do pânico. O pobre tem viadagem, bichisse, boiolice.
O rico quando fica cansado tem stress. O pobre tem estafa, ou na maioria das vezes o pobre tem mesmo é falta de vergonha na cara, preguiça, safadeza.
O rico tem AVC. O pobre tem derrame, no máximo "acidente celebral".
O rico tem virose. O pobre remediado tem diarréia, e o pobre pobre mesmo, pobre no duro e bem duro, tem a famosa cag...eira mesmo.
O rico tem enxaqueca. O pobre tem ressaca.
O rico tem escamação da pele. O pobre tem frieira ou pereba.
O rico tem depressão. O pobre viadagem, frescura, ou safadeza.
O rico tem refluxo. O pobre tem azia.

 



Escrito por Bob Costa às 14h09
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Nós, Don Quixotes

 

Qual de nós que diante de uma fraqueza ou realidade cruel, não fingiu-se cego e recobrou forças ?
Qual de nós na nossa sã insanidade não se travestiu de cavaleiro das causas impossíveis,
dos desasossegos,
das injustiças,
e empenhou-se em heróicas façanhas ilusórias ?
Quem de nós não tem um Sancho Pança como escudeiro,
como parceiro,
como juízo,
como amigo ?
Quem de nós já não oscilou entre a loucura e a melancolia ?
Quem de nós já não viveu da sombra de uma aparência ?
Qual de nós já não fantasiou uma só sua Dulcinéia Del Tomboso ?
Qual de nós já não viu em pequenos moinhos aterrorizantes monstros ?
Qual de nós no louco equívoco não libertou os errados,
teve seu ser surrado,
e sua dignidade roubada ?

Roberto Costa
26 de maio de 2005



Escrito por Bob Costa às 20h47
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Carta de um Presente

Essa carta foi uma brincadeira com um amigo que recebeu um presente de uma agência: uma grande caixa preta com o dizer "A xxx vai levar você às alturas".

 

Não pude deixar de publicar aqui.

 

 

Nome,

 

Você é muito importante para nós, e é por isso que o escolhemos para presentear com a última geração em acessórios de prazer. você vai literalmente às alturas, com muito prazer e segurança. Sem traumas nem fissuras.

 

É o Super Hiper Mega Consolo Dindão.

 

Confeccionado com silicone especial, texturizado com microcápsulas de amianto, enchimento de fibras de coco hidratadas e amaciadas, e pêlos feitos a partir de cabelo verdadeiro de japonês da Ilha Shikoku.

 

O silicone em cor simulando o real garante o seu conforto, integridade e sensação de prazer.

 

As microcápsulas de amianto dão total segurança contra incêndio por atrito, e as fibras de coco hidratadas flexibilidade em todos os movimentos.

 

Mais realístico impossível.

 

Além disso, esse maravilhoso instrumento vem com vibrador supersônico interno com três movimentos (liquidificador, bate-estaca, e pin-ball), e cinco velocidades (slow; fast; yes yes yes; Jesus; e Passeio).

 

O Super Hiper Mega Dindão vem com uma ventosa superpotente, que lhe permite usá-lo até preso ao teto, e um cinta "Keep Into" para o uso prolongado ou por baixo da roupa.

 

Por falar em prolongamento, o Dindão também tem uma bomba de fole que lhe permitirá expandí-lo "in-use" até 20cm além do tamanho original.

 

E tem mais !

 

O SHM Dindão vem com uma cânula interna que pode ser ligada à sua ducha higiênica para a limpeza da serpentina, som MP3 com vibração rítmica, alarme anti-perda, e luz estroboscópica.

 

Parabéns.

 

A partir de agora não só a sua vida não será mais a mesma como outras coisas também.

 

 

 



Escrito por Bob Costa às 15h58
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Poesia

Dor

Superestimei a razão e subestimei a força do que a razão não consegue dominar

O sentimento

Talvez porque eu o desconhecesse

Talvez porque eu não o conhecesse livre, dono de si mesmo

Talvez porque de tão grande os meus olhos alcançar seu fim

Talvez porque simplesmente não tem começo nem fim

Não se vê

Não se toca

Não se prende

Não se apaga

Superestimei a razão e subestimei o que na alma a razão não é capaz de acalmar

A dor

Talvez porque ingenuamente me tenha considerado mais forte que ela

Talvez poque nunca tenha conhecido antes essa dor

Talvez porque burramente eu a julguei pequena

Talvez porque simplesmente guardava um medo, um verdadeiro pavor,

Do que não se vê

Do que não se toca

Do que não se prende

Do que não se apaga

Do que não se ordena

Do qua não se domina

Do imprevisível

Do desconhecido

Do desvairido

 

Que dor horrível.

 

por: Roberto Costa
nov/2000



Escrito por Bob Costa às 11h46
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Top Model da Imbecilidade

 

(Antes de qualquer testo sempre leia a Introdução de 06/08/2004)

 

É inevitável falar desse ser dos infernos: o fumante. Mesmo porque esse infeliz faz questão de se fazer desagradavelmente presente na vida de todos nós, o tempo todo, em todos os lugares.

Os pré-requisitos da maioria dos fumantes são: ter QI de protozoário, ser Ph-D em individualismo, ter mestrado em falta de educação, e síndrome do pavão com o pescoço destroncado.

Não há nada mais burro e mais estúpido que fazer, conscientemente, uma coisa que prejudica e põe em risco a própria vida. É rumar ao fim, comum a todos nós, mas pelo caminho do sofrimento, que embora pareça longo por causa da dor, torna a vida muito mais curta.

O que é engraçado nisso tudo é que o fumante age como se o "ritual" de fumar fosse um desfile de moda com o requinte de gestos de sensualidade, e ele fosse a gisele Bünchen na capa da Vogue.  Caras, bocas e gestos de todos os jeitos, se achando o máximo do "in", da auto-suficiência e do sexy. O pavão do pescoço destroncado.

E o anormal do não-fumante que olha, pensa consigo: "Que ridículo e inconveniente. Chega a ser caricato."

O home fumando é nojento, grosseiro, mal cheiroso e anti-higiênico.

A mulher fumando, some-se a tudo isso a imagem da vulgaridade de puta de terceira. E aqui eu devo esclarecer em respeito às queridas amigas prostitutas, profissionais do ramo da diversão, na maioria das vezes muito mais elegantes e discretas que muita "boa moça": puta é a vagabunda fuleira, que dá até só para poder dizer que algum homem a comeu. Prostituta é uma profissional, que vende o seu corpo para o prazer dos outros, mas que é digna, séria, e não precisa encarnar nenhum "tipo vagabunda".

É uma delícia uma mulher feminina, delicada, discreta, cheirosa, cheirosa, cheirosa, com os dentes branquinhos, e que beija com hálito de mel de laranjeira.

E a bichinha fumando ! É só imaginar um "homem" que não é homem, se achando uma "mulher" também não sendo. É uma verdadeira visão do inferno, não é ?

A propósito, muita biba "enguardaroupada" se entrega justamente na hora de fumar.

Para completar o perfil desse ser abaixo do céu e da terra, perto do inferno, não se pode deixar de falar do seu peculiar individualismo e falta de educação. Todos os lugares lhe pertencem e as pessoas a sua volta são meros salames a serem defumados. Não têm o menor respeito ninguém, seja no restaurante, no carro, no teatro ou no cinema, ou mesmo dentro de um hospital.

O mundo é um grande cinzeiro, ou melhor, uma grande lixeira, criado por Deus para acolher suas bitucas. E para o lixo do fumante bituda não suja.

E a felicidade que nos dá quando somos prazerosamente perfumados e afogados, em plena rua, pelo sopro de vida saudável de um maldito fumeteiro.

Para a maioria dos fumantes o mundo gira em torno do seu umbigo, e os outros não têm a menor importância. Os anormais do normais incomodados que se danem e se mudem.

Para concluir a construção do inferno, em restaurantes e bares as melhores e maiores localizações do ambiente são sempre para os Top Models das Caras e Bocas, que além de tudo, pelo natural desprezo pelo próximo, muitas vezes sentam na área de não fumantes como se tudo lhe pertencesse, e quando são advertidos se fazem de loucos.

Mulher é especialista nesse expediente, e isso dá um outro bom texto.



Escrito por Bob Costa às 16h24
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Macaco Tupiniquim Bandeira

(Antes de qualquer texto sempre leia a Introdução de 06/08/2004)

 

É impressionante

 

 

 

 

(Antes de qualquer texto sempre leia a Introdução de 06/08/2004)


É impressionante a vocação para macaco que o brasileiro tem. Identidade zero. Imita sem o menor critério ou discernimento.

Há algum tempo os americanos neuróticos resolveram lançar uma tal de "política de portas abertas", superficialmente como forma de tentar resolver a sua total incapacidade de se relacionar humanamente, e na realidade como forma de ter ainda mais controle no ambiente corporativo. Posições de trabalho impessoais, separadas somente por divisórias baixas, e salas de reunião ou de altos cargos todas de vidro. Conseqüênte total falta de privacidade e insalubridade exponencializada.

 

O macaco tupiniquim achou lindo e resolveu imitar, e o que é pior, desconsiderando completamente a natureza folgada, abusada e invasiva do brasileiro.


Aí­ algum bonito ou importante resolve, em algum lugar do mundo, dizer que comida japonesa é uma delí­cia e que ele come sempre. Óbvio que o tupiniquim bandeira tem que bancar o "in" e enfiar lagarta crua até pelo buraco do ouvido, mesmo odiando. Afinal de contas, é "chic". Aliás, o pretexto é que é "saudável". É... é mesmo. E a probabilidade de aquisição de uma virose ou uma verminose é só 60 vezes maior também.


Um dia lá no norte do Brasil, por causa do risco de extinção, pesquisadores descobriram uma série de propriedades do fruto de uma árvore chamada açaí­. Mas o gosto da meleca é horrí­vel. Tem gosto de berinjela passada.


Bom, logo de cara a bicho-grilada aderiu ao consumo do novo Santo Daime, seguidos pela surfistaiada hiper ocupada, logo também pelos Yuppies descolados da terra, pelos marombeiros sem cérebro a procura de uma personalidade, e na sequência pelos pés-de-chinelo metidos a Mauricinho e Patricinha.


A tal da meleca é tão gostosa, tão saborosa, que eles, esse povo que come isso, têm que misturar banana, granola, morango, etc etc etc, para conseguir comer sem fazer careta. Sem contar que imagine-se a dificuldade que seria para esse povo ter que fazer duas coisas ao mesmo tempo: comer e controlar pára não deixar escapar uma careta de repugnância. De qualquer forma isso não quer dizer que não haja quem goste de berinjela passada, como tem quem goste de jaca, de jatobá, jiló ...


Antes disso já tinha acontecido a onda do "Diet". A peruada toda não se dando por feliz de consumir o veneno, fazia pose como se o produto fizesse parte do modelito, e ela fosse do casting da Ford Models. Ia bonita encher o rabo de hamburguer no Mc Donald´s, mas tomava refrigerante diet.


Agora a macaquice é a do "light". Além das mesmas cenas ridí­culas que já se via na época do diet, a gente ainda passa a raiva de ter dificuldade de encontrar produtos para gente normal em todos os lugares. Parece que 99% da população é doente, e que é anormal ser normal.

Aí também tem a mania do catupiry, do tomate seco, do salmon, e do e do e do...


Infelizmente o tempo e o espaço é pouco para listar tudo o que o tupiniquim bandeira consegue imitar inigualavelmente.

E isso eu só vejo aqui.



Escrito por Bob Costa às 18h07
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Cia Ruas do Brasil S/A

(Antes de qualquer texto sempre leia a introdução de 06/08/2004)

"Não é exigido nenhum pré-requisito ou experiência, ótimos salários, livres de qualquer imposto, e horários flexíveis."

Está insuportável tanto pedinte, vendedor de tudo o que se possa imaginar, malabarista, limpador de pára-brisas, flanelinha, e mais uma lista infindável de profissionais da rua..

Pedintes, de todos os tamanhos, idades e formas.

Vendedores, de goma de mascar a calcinha e soutien.

Malabaristas, de saltadores a engolidores de faca.

Limpadores, de retrovisores a escapamentos.

Flanelinhas, de R$0,50 a R$15,00.

Isso tudo é não só conseqüência da condição política e econônica do país, como também­ frutificação de uma característica exclusiva do brasileiro: completa conveniente falta de noção de invasão da privacidade alheia. Apesar de que eu tenho para mim, que independente da condição econômica, essa característica jamais deixaria de existir no Brasil. Nem que se tornasse o país mais desenvolvido do mundo. As atitudes e a postura do brasileiro são alguma coisa genética inidentificável no DNA. É como arquivo oculto no Windows do "Homo Brasilis Primitivus".

 

Eu só queria saber quem foi que, em meu nome, autorizou qualquer criatura dessas a me abordar, invadir minha privacidade, para qualquer que seja o fim. Na rua, no carro, no restaurante, no supermercado, em todo lugar... parece letra de música !!!

 

A atividade de rua tornou-se uma profissão rentável e livre de impostos.

 

Outro dia resolvi parar para fazer contas e quase peço demissão para ir trabalhar no farol ! Considerando que um profissional desses trabalhe 8h em um farol, e que ele consiga R$1,00 a cada 10 minutos, ao final de um turno ele terá conseguido R$48,00. Isso multiplicado por 22 dias trabalhados no mês lhe rende o montante de R$1.152,00 líquidos, livres de impostos. Que ele gaste uma média de R$8,00 por dia em alimentação, vão lhe restar R$976,00.

 

A Folha OnLine de 16 de outubro de 2003 cita um estudo sobre salários da rede privada de ensino que mostra que um professor de educação infantil ganha mensalmente, em média, R$423,00, de turmas de 1ª a 4ª série R$462,00, e de 5ª a 8ª, R$600,00, brutos. O caso dos médicos da rede pública de saúde não é nem um pouco diferente. Ambulante de rua é ­ais bem remunerado que a base da estrutura de um país digno: educação e saúde.

 

Respostas aos idiotas:

 

Idiota 1: "É melhor que roubar."

Resposta: Um erro não justifica o outro.



Escrito por Bob Costa às 19h14
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Introdução

Tá aí uma coisa que eu gosto: escrever. Mas até agora a preguiça tinha sido mais forte que o querer. Talvez pelo fato de que possivelmente não seria lido por ninguém, ou porque seria em vão.

Bom, já que até que enfim eu tive a iniciativa, é importante fazer algumas considerações a meu respeito e a respeito de tudo que ainda está por vir. Sou um natural observador das atitudes humanas, da mentalidade social, e crítico exigente. O famoso cricri, mas com senso de humor, embora não pareça.

Tenho a convicção de que vou falar de coisas para as quais muita gente não atenta, de muitas outras que essa muita gente não quer ver, e de outras ainda que mais gente não quer que se fale. De qualquer forma é bom dizer que reconheço as diferenças cultuirais que diferenciam cada um dos universos sociais, e que nada do que eu critico é de forma generalista. Naturalmente a regra é mais evidente e, conseqüêntemente, mais sujeita a comentários sob a minha ótica.

Não tenho, não vou ter, nem quero ter nenhum compromisso com formalidades ou formalismos literários. Escrevo, ou melhor, transcrevo meus pensamentos como eles nascem na minha cabeça. Escrevo como falo, como me expressaria numa conversa, e quero que as pessoas leiam como se estivessem conversando comigo. Para mim não tem nada mais chato de se ler que aqueles textos de pessoas que querem ser na escrita o que não são na realidade, e aí, Jesus salve a língua portuguesa. Mas isso já é assunto para outro artigo.

Espero que possa despertar alguma coisa nas pessoas,  nem que seja raiva de mim.

he he he.

 

Roberto Costa



Escrito por Bob Costa às 17h52
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